Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania | Já assistimos e te contamos se vale o ingresso

O longa é o primeiro da fase 5 da Marvel, que promete responder todas as perguntas deixadas sem respostas da fase anterior, que vale ressaltar, trouxe o que é considerado o pior momento do MCU até hoje, com produções duvidosas e até mal feitas por parte do estúdio. Quem aí se lembra das polêmicas envolvendo a parte da produção de efeitos?
Se pegar em retrospecto, é claro que o terceiro filme do herói apresenta finalmente uma aventura que, teoricamente, teria um grande impacto para todo o universo Marvel e que mudaria o que conhecemos de Homem-Formiga e a Vespa. Ao resgatar um conceito que foi apresentado no primeiro longa em 2015, o Reino Quântico é o grande protagonista da história e maior engrenagem que o diretor Peyton Reed achou para finalmente significar os títulos dos heróis.
O que, aliás, pode se considerar como a grande vitória desse filme, que é o fato de apresentar um novo universo com personagens, costumes, ecossistemas e formas de vidas inéditas para os fãs. Portanto, é de se vislumbrar com o trabalho da equipe de efeitos especiais, apesar de alguns personagens se terem a uma renderização ruim. Mas nada que se compare ao que vimos em She-Hulk ou em produções anteriores.

Após Thanos, muito foi discutido sobre qual seria a grande ameaça do universo Marvel a partir de agora. Após sua breve apresentação na série de Loki, uma nova variante de Kang é apresentada para o público. O roteiro por muitas vezes tenta deixar o vilão caricato, como se fosse a própria personificação do mal e destruição, mas, por conta da grande atuação e presença de Jonathan Majors, Kang se demonstra um antagonista elegante, ameaçador e complexo.
A sensação predominante é que estamos em uma grande aventura interespacial dos anos 80 e 90, remetendo muito à produções como Star Wars (1973) e o O Quinto Elemento (1997). O que torna o filme muito nostálgico em alguns momentos, trazendo a sensação de estar aproveitando aqueles filmes que trazem grandes cargas de memória afetiva.
Uma discussão que vale ser levantada sobre a história é a falta de coragem em assumir riscos e ideias inovadoras. Ao apresentar uma nova fase, com novo universo, com um novo vilão, é de se esperar que o longa tenha a coragem necessária para causar impacto em quem está vendo e procurando algo para se empolgar com um novo filme da Marvel, mas aqui em Homem-Formiga e a Vespa isso não acontece.
O que vale ser ressaltado de positivo é a atuação de Paul Rudd, que consegue nos cativar do começo ao fim, seja por meio de piadas e um carisma incrível, ele estabelece sua importância para o universo de heróis da Marvel e com certeza irá brilhar e se destacar em futuras produções. Que aliás, é o que o filme também faz de melhor, ao colocar uma pulga atrás da nossa orelha e começarmos a fazer teorias do que vai vim por aí.
Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania é serve de apresentação para a fase 5 da Marvel, conseguindo alinhar as ideias do público e colocar ele no mapa para que assim ele entenda em que sentido as histórias estão seguindo. Apesar de tudo, o filme diverte, mas a sensação que poderia ter sido muito mais predomina e acaba fazendo que a empolgação inicial vá perdendo cada vez mais força.
E não esqueça de ver as cenas pós créditos! Nesse filme, tem duas e ambas são muito legais.
Nota: 2,5/5
